27 09 2009

Xeque.

Qualquer das opções era má, muito má. Não havia hipótese de um resultado que me pusesse a sorrir. Talvez este seja o menor dos males. Haja mais pluralidade na Assembleia, menos maiorias artificialmente arranjadas.

E vira o disco e toca o mesmo… Já suo só de pensar que neste momento se inicia de novo a campanha.

Pergunto: e que tal, naquela de reduzir os gastos públicos, coisa que se calhar nos dava jeito, ter feito as duas eleições no mesmo dia? Eu teria agradecido muito, muito mesmo.





27 09 2009

Das eleições.

Senti-me o Kasparov da caneta e boletim de voto.

Assim vai este país.

xadrez5
Imagem retirada daqui.




26 09 2009

Estou contigo, sempre, mesmo que nos imponham distância, ultrapassando todas essas dificuldades que todos os dias nos consomem a alma. Como tu estás comigo.

Para ti, só para ti, que me pões as lágrimas nos olhos, um sorriso na boca e o meu coração a bater mais forte.

I will shine to guide you…

Don’t give up… because you are loved!





26 09 2009

Mas esta gente está doida?!?!?!

Não sou médica, não tenho qualquer tipo de conhecimento médico, não percebo nada de doenças e curas. Mas também não sou burra e sei ouvir.

Nestes dias todos ouvimos uma primeira notícia, sensacionalista como sempre, de que tinha falecido um senhor aqui no Porto por causa da Gripe A. Ora, de seguida veio uma médica comunicar que, sim, o senhor foi infectado com essa estirpe da gripe enquanto permaneceu no hospital mas que se encontrava já com complicações de saúde, em rejeição de um órgão transplantado, e que a morte nada tinha a ver com a gripe contraída. Todos ouvimos, nada tinha a ver com a gripe. Terminando a reportagem, o jornalista afirma mais uma vez que tinha havido uma primeira morte provocada pela gripe. Contorci-me toda, fartinha do alarmismo que reina.

Estava agora a ver um dos blocos de notícias de um dos canais para o efeito… Porra, outra vez a história da Gripe A, desta vez com a família a querer esclarecimentos e apurar responsabilidades pois o problema era a famigerada gripe e não tudo o resto que o senhor já tinha. E isto é provocado por quê? Hum? Não imaginam? Pela fantástica ideia que se passou neste país de que a Gripe A era a Peste Negra dos tempos modernos. E continua a alimentar-se a ignorância das pessoas com manchetes e aberturas de telejornais fantásticas.

Hoje estou revoltada, pronto.





25 09 2009

As eleições de Domingo.

A campanha serviu para…? NADA.

Ou melhor, a campanha deve ter servido para confundir, para o pessoal envolvido fazer umas festarolas e comer «à pala» e mostrar onde a política pode chegar – ao subsolo da pobreza de espírito.

Portanto, vou andar, até à hora de pegar na caneta, à rasquinha com a minha consciência, a pensar na atitude que devo tomar. Porque quando vou votar penso sempre que o meu voto poderá decidir a questão, faço-o com essa responsabilidade.

Pergunto: não há a possibilidade de guardarmos estes peões, escolher outros e recomeçar o jogo? Estes estão velhos, estragados, viciados.





22 09 2009

Listen.

I said I miss you right now





21 09 2009

Dia Mundial da Pessoa com Alzheimer.

Infelizmente contacto com a doença de perto e posso testemunhar quão difícil é encarar essa dura realidade. O início dos sintomas visíveis custa de uma maneira inimaginável. É precisa uma força herculiana para ver que uma pessoa activa, que sempre nos habituou a ser um suporte familiar, se começa a esquecer das caras que vê todos os dias há uma vida – é o que custa mais.

Senti isso quando o meu Avô me sorriu, como todos os dias, e reparei que discretamente perguntou quem eu era. Começava a perder o conhecimento das pessoas, a mostrar-se frágil, coisa que até aqui nunca tinha conhecido. E desde então foi um galopar, já lá vão uns anos aos quais perdi a conta pois agora vive-se o dia-a-dia.

A nossa vida com ele passou a ser em função dos seus tempos, das manias que vão surgindo e desaparecendo, sendo substituídas por outras, das suas capacidades e incapacidades. A missão é estimular e tentar atrasar o mais possível aquele destino que temos que encarar com a maior lucidez e racionalidade.

Mas isto não é fácil para toda a gente que o rodeia. E conviver com a doença desgasta. É uma luta diária que muitas vezes une mas outras vezes cansa, um processo gradual com muitas recaídas. Uma verdadeira montanha russa.

Nos dias de hoje, pelo avanço da medicina, tende a aumentar a esperança média de vida o que acredito ser causa da maior incidência da doença e, ao mesmo tempo, a maior consciência dela em todos nós. Quem quiser perceber melhor do que se trata, pode entrar nesta Viagem ao Cérebro e visitar a Associação Alzheimer Portugal onde, em caso de necessidade, se pode encontrar ajuda para alguns dos problemas com que nos vamos deparando todos os dias convivendo com a doença.

Para que todos possamos, mesmo não tendo ninguém conhecido/amigo/familiar com a doença, fazer com que a vida das pessoas que dela padecem e os seus familiares seja mais fácil, tendo conhecimento do que se trata, dos sintomas, das consequências, preparando a sociedade (a nível de relacionamento interpessoal e infraestruturas) para cuidar daquele que será um problema cada vez maior no futuro.





21 09 2009

E ontem foi dia/noite de Feiras Novas em Ponte de Lima.

O corpinho já atacado por um regresso ao ginásio após dois meses de paragem ainda se recente da noitada. Muito tempo em pé e o frio não ajudaram nada. Mas a companhia era muito boa, a melhor possível, e a festa muito engraçada.

Uma verdadeira multidão na rua, velhos e novos, a fazer lembrar o nosso São João aqui no Porto. Gostei do tradicional, grupos de concertinas que se espalhavam pelas ruas a tocar, pessoas em volta a cantar e dançar, um cheirinho a castanhas assadas que aquecia e todo o cenário iluminado.

Ponte de Lima - Feiras Novas (2009)





18 09 2009

Hoje encontrei o texto que me apetecia escrever, com as palavras que eu queria pôr juntinhas, os pontos e vírgulas nos sítios em que os colocaria, o mesmo desejo, ensejo – tudo o que me vai aqui dentro. A caneta, essa teve-a Pedro Paixão:

Gostava que soubesses que já gosto muito de ti, embora ainda não tenha tido tempo de saber o que é isso de gostar muito de ti.

Não faz mal, logo se vê. O que me assusta mesmo muito, quase terror por vezes, é depois não poder voltar atrás. Quero dizer, depois de começar a gostar de ti como gosto, já não consigo desfazer isto que se fez, sei lá o quê, o que tu quiseres, isso tudo, o que nos traz juntos até aqui, se tu quiseres.
Deixar de gostar é outra coisa. É muito triste. Não tem nada a ver. Tu começas a gostar sem saberes do que vais gostar, não podes saber o que vais encontrar, não será assim? Começas porque começas antes de saberes, e aos poucos vais sabendo um pouco, que não chega a muito. Nunca tudo, tudo é impossível. Assim é melhor até. E pior também.

Umas vezes vais mais enganado, outras vezes menos. Depende muito do que vamos encontrando, no que vamos tropeçando, do que nos acontece sem querer, disso que não depende de nós, antes pelo contrário. Isso que já era igualzinho ao que vai ficar depois de nós.

Parar, neste caso não se pode, porque aquilo já não precisa de nós, e se há alguém que precise, somos nós. Nós, sim é que precisamos daquilo nem que seja para podermos continuar. Do amor, quero dizer. E cada vez mais, ao mesmo tempo e pelas mesmas razões, tanto boas como más, de que nada parecem servir.





17 09 2009

Não me apetece sentir…

Amor. Amor. Amor, gostava de dizer esta palavra até gastá-la ainda mais. Amor, gostava de dizer esta palavra até perder ainda mais o seu sentido. Amor. Amor. Amor, até ser uma palavra que não significa nem sequer uma ilusão, uma mentira. Amor, amor, amor, nem sequer uma mentira, nem sequer um sentimento vago e incompreensível. Amor amor amor, até ser nem sequer uma palavra banal, nem sequer a palavra mais vulgar, nem sequer uma palavra. Amoramoramor, até ao momento em que alguém diz amor e ninguém vira a cabeça para ouvir, alguém diz amor e ninguém ouve, alguém diz amor e não disse nada.

José Luis Peixoto