30 06 2009

Esqueci-me de colocar a placa “Volto já!”.

Esta cabeça já não é o que era e a diferença não advém de um novo penteado, não! São pilhas e pilhas de folhas que preciso de enfiar pelo meio da massa cinzenta como quem enfia uns mil seres obesos dentro de um Mini.

Mas não só disso é feita a minha vida – aleluia irmãos!! E ainda não vos contei nada!

Pois, antes desta tortura a que me submeto duas vezes por ano – os exames – resolvi tirar uma semaninha lá pelos lados de Lisboa. Uma semana inteirinha com a Lua, a tão falada e mais que combinada (e adiada). E finalmente estávamos juntinhas!!! Havia tantas coisas para fazer! Prioridades: pastéis de Belém e Starbucks!! Que se lixem os monumentos, viva o belo do consumismo e os desejos aqui desta que vos escreve que por coisinhas que sabem bem na barriguinha dá os dois bracinhos (para ser meiga). Mas para parecermos cultas e tal, lá fomos ao Castelo de São Jorge, passeámos pela Baixa, Chiado, Belém… até Cascais… Já pela Margem Sul, o Cabo Espichel, Castelo de Palmela, Seixal, Almada… Apanhou-se muito caloooor mas só valeu a pena!

Nada que um Frappuccino não resolva – esta palavra povoa os meus sonhos desde esses dias, inunda a minha boca de água! A pergunta que se impõe é: para quando um Starbucks no Porto, para eu acampar lá uma temporada até enjoar?! Se é que aquilo se enjoa!!! Mudava já o meu nome para Ana Starbucks, num casamento feliz e duradouro! Já contactei um engenheiro para projectar uma mangueirinha (ona) Lisboa-Porto, e preparo-me fisicamente para sorver à velocidade de TGV!!!

Mas lá tive que regressar, deixando lá um bocadinho do meu coração – voltamos à nossa estadia diária no MSN, snif – e voltar ainda a tempo de dar os Parabéns à minha mãezinha! Dois dias depois, foi a minha vez de ficar mais velhota!

E pensava eu que ia passar mais um ano sem grandes festividades, quando um grupo de desvairadas resolve quase matar-me do coração! Tinha combinado um jantar com a A. no sábado. Avisei a M. que me disse não poder ir e a I. que também tinha afazeres. Saí de casa quando era suposto e ali vejo um monte de gente posicionada como quem vai cantar as janeiras!!! O coração parou ali num milésimo de segundo! Surpresaaaa! Das grandes!! Foi um jantar muito divertido, dançámos, rimos… Mais uma vez, obrigada!

E depois de tudo isto, voltei à minha triste sina! E a vida é assim, ora em cima, ora em baixo, mas estando sempre!





16 06 2009

Hoje faço anos.

Não ligo a festejos, muito menos ao avançar da idade – estou fresca como um frappuccino no Starbucks.*

Mas os papás gostam de assinalar a data com o bolinho da praxe. Este ano não quis soprar velas porque já há 27 anos que ouço as mesmas vozes de cana rachada a cantar uma música tão fatela em que me tratam por você como se fossemos uma família de Cascais. Chega!

Mas obrigada, desde já, a todos os que fizeram questão de estar presentes, mesmo que longe, neste dia. É o que o torna especial, assim como todos os dias em que aqueles de quem gosto me rodeiam pelos mais variados motivos ou apenas porque sim. Obrigada a todos mesmo por serem sempre os meus verdadeiros Amigos.

*Esta história, comprida e deliciosa, conto-vos nos próximos dias – uma bela resenha da minha semaninha de férias por terras mouras, cheia de coisas boas.




8 06 2009

Uff!!! Já passou! Mala feita! Já tenho a menos 5 anos de vida! Arre, actividadezinha mais fatela e stressante!

Resta agora uma aula na faculdade e depois estou de partida para umas mini-férias improvisadas e que vão saber que nem ginjas!

Até ao meu regresso, minha gente.





6 06 2009

E ontem foi a estreia do novo CD no Body Combat. A assinalar os 10 anos da modalidade, um BC 40 assim a partir tudo.

E é oficial: dói-me aquele sítio onde as costas mudam de nome!

Tenho dito!





6 06 2009

Está quase!

Aproxima-se o dia da partida para Lisboa, para me consolar de passear e esquecer que aqui fica muito que estudar ainda e mais umas quantas coisas.

Mas há um drama que me assola a alma neste momento.

Tenho que fazer a malaaaaaaaaa!!! Algum curso? Mestrado? Heeeelllllpppp…

Sou um desastre nessa actividade. Acho que vou sempre precisar de mais qualquer coisa. Resultado: levo a casa atrás! E o pior, tenho que carregar com ela!





3 06 2009

Dos palavrões.

Somos conhecidos por dizê-los, como vírgulas, aqui no Porto. Há quem chame mal falar, eu penso que é cultural e gracioso quando dito com aquele sorriso maroto no canto da boca.

Desde pequena que convivo com isso pois o meu pai sempre os disse com essa malandrice tão própria de quem transpira boa disposição. Desde pequena que fui educada para não os dizer para precaver que, como miúda que tão pouco sabe de como se lê a vida, me tornasse num pequeno monstrinho que disparava um palavrão sem a estratégica sabedoria da hora certa e local certo. Fui bem educada, portanto. A prova disso é que, por achar tanta piada aos dizeres do meu pai, em brincadeira, fui apanhada certo dia, sentada na cama, sozinha, a experimentar a sensação de abrir a boca e soltar tudo quanto eu sabia ser proibido dizer em frente às outras pessoas!

Mas há alturas em que só um palavrão consegue conter toda a carga de sentimentos que as palavras «comuns» não trazem. Já nem falo em dizê-los como escape, que isso é como um analgésico. Os palavrões por vezes, só eles, são capazes de descrever estados sem ser preciso mais palavras em apêndice.

Foi assim que ouvi o meu pai, um dia à mesa, a constatar o meu estado – os pais, e faça-se justiça ao meu, sabem bem ver-nos a alma nos olhos.

«Estás fodida, rapariga.», disse ele.

Sim, Pai, estava fodida. Não imaginas o quanto. Fodida da cabeça, fodida da alma, fodida fisicamente. Estava tão fodida, mas tanto, que me vi grega para conseguir conter as lágrimas nesse momento e tive que me levantar, pegar no prato e ir arrumá-lo na cozinha, como pretexto, para não desabar ali mesmo aos vossos pés de pais preocupados e amigos.

Mas hoje, digo-te: eu vou conseguir, caralho!





2 06 2009

Que a noite traga o descanso. E a manhã, o pensamento de que todos os fins são um novo começo…