30 04 2009

A dose mais forte e lenta de uma gente que ri quando deve chorar…

Milton Nascimento

Estou presa entre três parágrafos. Há dias em que escrever sobre o que quer que seja me mói a alma. Tenho andado assim mesmo: desfeita, esmigalhada, moída. Não saem emoções, não saem conhecimentos, não sai nada que não suspiros à espera de um algo-que-caia-do-céu.

Há uma semana que adio dissertar sobre o seminário que tive na sexta passada. Foi algo interessante, de uma área que até vai de encontro aos meus gostos, mas abrir o Word e olhar para a folha branca à espera dos meus dedos a bater nas teclas certas exasperava-me. Estou presa entre três parágrafos, claustrofóbica, e uso de todas as artimanhas e mais algumas para daqui sair.

Dou por mim a rir-me de mim mesma! Phones nos ouvidos, volume no máximo, repeat mode… E passo de Viva la Vida (Coldplay) para Butterfly (Jason Mraz) e salto para Butterflies and Hurricanes e Starlight (Muse), depois So What (Pink), Shine on you crazy diamond, Another brick in the wall e Hey you (Pink Floyd) numa espécie de tortura… Falta fazer o pino a ver se as ideias afluem mais facilmente à cabeça – dizem que a descer todos os santos ajudam!

Começam a despertar em mim tendências psicopatas… E um mosquito que o diga (ou já não diz nada), que se perdeu de amores pela starlight artificial que me ilumina o encéfalo!

Aprendida a lição de não deixar vestígios como o Dexter Morgan, lá terei que voltar à empreitada! Se não der mais notícias, morri entalada entre o texto e as margens da página na tentativa desesperada de fuga!!





28 04 2009

Nasceu.

Há uns dias estava a receber a notícia mais aguardada dos últimos 9 meses: nasceu o Nuninho.

O Nuno é filhote de um amor do outro lado do Atlântico, de pessoas de quem gosto como se fossem próximos fisicamente. Pude acompanhar todo este percurso por fotografias, pelas palavras entusiasmadas do Pai mais babado ao cimo da Terra. Eu bem que perguntava quando vinha o bebé, mesmo antes dele existir dentro da barriga da mãe, até que um dia tive essa bela notícia. Sinto-me como uma tia chorona que se emociona porque hoje vi as primeiras fotografias do Nuno sem aquele ar enrugadinho do nascimento. E, como diz o Pai Bruno, «tem muito potencial»!

É como magia ver fotografias daquele anjo a dormir, com umas bochechinhas tão perfeitas, um descanso tão inocente… As lágrimas caem-me!

Um beijinho enorme para os pais Bruno e Haydee.

Para ti, meu anjo, sê bem-vindo e sê, acima de tudo, feliz…





23 04 2009

E assim começa uma das melhores séries de sempre, na minha opinião. Andei viciada nela há uns anos mas depois deixei de lado, por razões que eu mesma desconheço. Aconteceu!

Voltei a ver no ponto em que tinha ficado, com a trama ainda fresca na minha cabeça. E a emoção voltou. Ontem voltei a sentir aquelas dores de barriga quando o perigo espreita para o nosso caro Dexter Morgan, um especialista em análise de sangue em cenas de crime, serial killer nas horas vagas (ou então é ao contrário). É brilhante a forma como conseguem fazer-nos gostar do mau da fita!

Aconselho!





22 04 2009

Sinais.

A vida por vezes mostra-nos as coisas tão nitidamente e nós, cegos, desejamos não ver. E aí inventamos desculpas a nós mesmos para errar e sofrer as consequências dos erros, só para não pensar em coisas mais definitivas. Fazemos ouvidos moucos a nós mesmos, à intuição e impulsividade, para pensar e encenar um auto de fé com base em algo inventado pelo nosso desejo. Esquecemo-nos que dói hoje e pode doer amanhã e depois de amanhã, e vamo-nos arrastando, sendo racionais no que não devemos e apaixonados quando devíamos ser racionais.

Hoje a vida mostrou-me um caminho. E hoje não inventei desculpas. NÃO, isto NÃO É SÓ o pacote de açúcar  que eu retirei da latinha dos pacotinhos de açúcar no bar da FEP hoje de manhã quando me preparava para tomar o pequeno almoço:

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20 04 2009

Eu não tenho Twitter.

E a quem pergunta o porquê de eu não ter Twitter, aqui respondo:

Porque sou Mulher para mais que 140 caracteres!





20 04 2009

Dia de S. Actualizar.

Ando num certo estado catatónico assim do tipo: 23horas e 59 minutos de grande passividade e 1 minuto de grande excitação (o minuto que antecede a ida para a minha doce caminha!). Mas esta semana tive que me obrigar a dar à perninha, melhor dizendo, ao neurónio. Começaram os testes e logo em dose dupla. Correram bem, é o que importa reter.

Na sexta fui buscar o meu telemóvel novo. Pasmem, olho para ele e adoro-o! Já o tinha invejado quando o vi nas mãos de uma amiga. Tudo coisas muito comuns na pessoa de quem vos escreve, pensarão aqueles que me conhecem! Primeiro, acho que é a primeira vez que olho para uma coisa destas e penso «ai que coisa mais linda»: até então o meu telemóvel nem câmara fotográfica tinha, só para verem quão evoluída sou eu! Segundo, cobiçar as coisas dos outros?! Mas cá consta o senhor telemóvel e continuo a achar que ele é verdadeiramente bonito!!!

Bem, continuando para algo que não há-de ser novidade nenhuma: comida! Ontem foi dia de experimentar algo novo para o almoço de domingo que contou com a presença da mais nova «elementa» da família. A parte melhor de não acreditarem nas nossas potencialidades é, depois de feita a obra, reconhecerem o sucesso! E depois daquela sapateira tão malfadada, o mundo estava com dúvidas! Mas saiu muito bem e a refeição foi um belo rolo de carne picada com azeitonas, cebola, salsa e tomate, recheado com queijo mozzarella e fiambre. acompanhado por umas ervilhas e cenourinhas salteadas, alface e tomate, e batatas do mesmo género (salteadas, portanto). Foi aprovado por unanimidade! Não há fotos do acontecimento pois a preparação exigiu que se pusesse a mão na massa, literalmente, e a parte da degustação foi célere, não tendo eu uma máquina tão potente capaz de disparar com tanta rapidez!





20 04 2009

E assim escondo-me atrás da porta, para que a Realidade, quando entra, não me veja.

(…)

Ébrio de erros, perco-me por momentos de sentir-me viver.

in Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

Sangram-me no peito os estilhaços. E as palavras saem como bombas, sem razão, sem contenção, sem altruísmo. Simplesmente saem para bradar aquilo que nem o nariz de palhaço consegue esconder: esta dor que me come a alma.





15 04 2009

Olho-me ao espelho e falo-te – lá no fundo do meu coração hás-de escutar-me.

Onde fomos? Estamos naquele sorriso da chegada, no beijo quente e longo depois da gélida espera; estamos nas horas partilhadas, nos abraços que misturam os perfumes dos corpos, no sono inquieto que repousa no teu peito com medo de acordar; estamos nos dedos entrelaçados, nos desejos desassossegados, em tantos olhares que ainda temos para olhar… Estamos no exagero, irracionalidade, na vontade e na loucura e tudo quanto de arrebatador há…

Concluo: egoísta – hoje quero-te, e à vida vivida, só para mim.





12 04 2009

A magia do Futebol… Clube do Porto!

Nasci tripeira, bem pertinho da Avenida dos Aliados, palco das grandes festas que o meu Clube já me deu, nestes 26 anos de vida. Era pequena e, no velhinho Estádio das Antas, na arquibancada, tudo me parecia imenso, vibrava com os Super na bancada norte, sorria sempre que os apupos surgiam dos velhotes ao meu lado (sempre com o imponente ar de treinadores de bancada), a muito custo lá distinguia os jogadores da época – como o carismático João Pinto,o «broas», que ainda me incutiu uma mania de falar à «puarto» bastante carregado de tanto o imitar (era «chounhe», «mounhe», «pounhe»). Ia ao hóquei com o meu pai, onde via tudo menos a bola. Tudo para ver o «nosso Porto».

Ainda bem pequena, assisti a essa primeira grande vitória:

Tinha 4 anos e agarrada ao meu dragão, que hoje já leva umas quantas costuras para resistir ao desgaste causado pelo tempo e demasiados nervos e vitórias.

Mais recentemente, novo orgulho…

Nem por ser maiorzinha (no tamanho e na idade) deixei de festejar como uma criança. É um aperto no coração que dá quando se ama, tão tripeiro, tão aceso… tão indescritível!

É esta a magia de ser do Futebol Clube do Porto, resistindo a épocas menos boas, com a fé de que a bandeira se levante mais alto de novo. E não me venham com tretas de clubes regionais e nacionais. É o Clube que nos faz viver momentos como este:

Obrigada ao mano pelos vídeos.





5 04 2009

O tempo é aquilo que se faz com ele.

Pouco tempo, sim. Diria até que, nos tempos do universo, um par de meses corresponderá a um nanossegundo. Foi há um nanossegundo, portanto. Foi e nunca mais deixou de ser, nem mesmo quando a consciência descansa e, nos sonhos, as almas se unem.

Em tempo impossível de contar deram-se beijos, abraços, conversou-se muito, conheceu-se, chorou-se, teve-se saudades… viveu-se. As dificuldades aparecem mas assim se fortalece. A vontade que tenho é , cada vez mais, de segundos, minutos e horas, quem sabe dias e meses e anos…

A Ti…

(as portadas continuam bem abertas)

…  um verso em branco à espera do futuro.

José Luis Tinoco