30 01 2009

À Lua.

Eu mesma estava nervosa, não imaginas o quanto! Acredito que não tanto como tu, notei isso na tua sorridente cara, por te conhecer tão bem!

Brilhaste, como em todas as noites de lua cheia! Só o estares já é o maior dos brilhos!

A tua história que não vivi de perto por ainda não saber olhar para o luar comove-me sempre. (mas tudo isso já to disse milhões de vezes)

Pelos fantásticos tempos já vividos de aventuras e loucuras. Pela amizade que continuou mesmo quando a vida nos separou. Pelo muito que ainda vem aí. Por me mostrares, a cada dia, e me teres mostrado tão veemente em alturas em que só precisava disso mesmo, como é ESCOLHER VIVER.

Outra vez te bate o peso de existir,
A imagem desta vida a te assustar
É demais já, é demais continuar
Vem de dentro a pressão de desistir

Cada, cada dia
Há razão p’ra ir em frente e acreditar
Nada, mesmo nada
Pode te roubar a força de viver

Mais um dia neste “carrossel”
Gira à volta, gira sem parar
Agarrada, tens que escolher
A vida…que te espera ao acordar

Cada, cada dia
Há razão p’ra ir em frente e acreditar
Nada, mesmo nada
Pode te roubar a força de viver

Acredito em ti mesmo quando cais
Acreditarei no amor…

Cada, cada dia
Há razão p’ra ir em frente e acreditar
Nada, mesmo nada
Pode te roubar a força de viver

Cada dia há razão
P’ra ter esperança
Tens que acreditar e escolher
Escolhe viver…

PS: Não caíste e estavas magraaaa!!!!!





30 01 2009

Aconselho um filme que vi há umas semanas: Le scaphandre et le papillon.

Simplesmente inspirador.





28 01 2009

The problem isn’t that people don’t understand how good things are. It’s that they know, from personal experience, that things really aren’t that good.

Paul Krugman

Vês como tu sabes, meu amor, meu Nobel Krugman!! A coisa não era boa, eu experienciei isso e o meu corpo ficou com as marcas. Mas no fim das contas, foste tu que me safaste!

Sabe bem chegar a casa estourada mas saber que o esforço valeu a pena e a cadeira deve estar feita! Por vezes a quantidade não é tudo, a qualidade superou o pouco tempo de estudo. Mais um passo dado para o FIM!!!





28 01 2009

4 AM

Contabilizam-se agora 26horas de estudo, com um exame de Econometria pelo meio (acreditem que não é um milésimo do bom que é uma bolacha americana com chocolate – mas de comida falamos depois). O meu cérebro já está mais mirradinho que uma uva passa, e passado também! Mas ainda há mais, daqui a umas horas, para não me queixar muito. Um dia destes compro lugar cativo nos 70 metros (para quem não conhece, é a nossa mega-sala lá na faculdade, onde toda a gente faz os exames – um dia tiro fotos e faço um belo filme ao jeito do Tarantino para vocês verem o que é sofrer ali!). A minha coluna e as costelas já estão a pedir descanso: a esta hora tenho aí uns quantos anéis esmigalhadinhos e uma perfuração pulmonar porque a flutuante já se afogou!! Bem têm os brasileiros sabedoria para chamar «cadeiruda» a quem tem um rabo grande; eu reinvento o termo, e sou cadeiruda com rabo em forma de cadeira mesmo (esqueci-me, além de mirrada e passada, estou seca como se pode ver pelo alto nível de piadas).

É este o boletim clínico! Mas foi por causa de  outras doenças que aqui vim. Porque no meio destes modelos de desenvolvimento regional que não pedi mas que me escolheram para os acolher, estava a ouvir uma música especial.

Está e estará sempre associada ao meu Primeiro Beijo!! Foi lindo, sem o peso dos outros que depois já vieram. Foi com o gordinho da turma, o mais bem disposto. Ainda hoje recordo aquelas covinhas na cara quando se ria e aqueles dentes «de mentiroso»! Foi mágico, como qualquer mulher hoje gostaria de viver, mesmo depois de passada essa idade. Teve direito a muitas borboletas a dar às asinhas na minha barriga, dolorosamente. Lembro-me como se fosse hoje! Ao som desta música:

E fiquei, noite e dia, num amor, o primeiro e grande, que me fez crescer mais rápido do que desejava… Mas valeu a pena, pelo som e sonho que hoje me faz deixar escapar uma lagriminha. Doce inocência.





27 01 2009

A poucos minutos de um exame, farta de estimadores e previsores e testes de hipóteses… inexplicavelmente calma…

Eu acredito na continuidade das coisas que amamos, acredito que para sempre ouviremos o som da água no rio onde tantas vezes mergulhámos a cara, para sempre passaremos pela sombra da árvore onde tantas vezes parámos, para sempre seremos a brisa que entra e passeia pela casa, para sempre deslizaremos através do silêncio das noites quietas em que tantas vezes olhámos o céu e interrogámos o seu sentido. Nisto

acredito: na veemência destas coisas sem princípio nem fim, na verdade dos sentimentos nunca traídos.

E a tua voz ouço-a agora, vinda de longe, como o som do mar imaginado dentro de um búzio. Vejo-te através da espuma quebrada na areia das praias, num mar de Setembro,

com cheiro a algas e a iodo. E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos

outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

Miguel Sousa Tavares

Acabei de o ler… não podia estar mais apropriado.





26 01 2009

Bella luna…

tudo se resume a um sentido e cheio ADORO-TE!

Parabéns, minha fofinha!

O abraço, dou-te sábado!!!





25 01 2009

Foram dias e dias seguidos a reparar na sua presença. Passava religiosamente às nove em ponto em frente à vidraça do café onde, também sem faltar, tomo o meu café perfumado com um pau de canela pela manhã. Desfilava o corpo atlético e eu pensava que boa alma não podia ali habitar tal era a pose e o pisar, como se pudesse o mundo desabar que jamais tropeçaria. Entre um gole e outro de café, franzia as sobrancelhas e assistia ao passeio em slow motion – uma certa e incompreensível mistura de antipatia e sedução. Não fora excepção, nessa manhã. Deixei uns trocos na mesa, estava pago o combustível para o início da jornada. E saí apressada pois já as páginas da agenda se atrapalhavam umas às outras, pondo-se em bicos de pés para serem vistas.

O dia volvido e um extremo cansaço ainda me deixou meter a chave à porta. Não necessito de comer, só de ligar o chuveiro e deixar que a água lave os restos de preocupação que se acumula na secretária e que, quando volto para casa, se arrastam atrás de mim. Ainda com a toalha enrolada, o corpo despido de vida, deitei-me. Em menos de uma fracção de segundo os meus olhos fecharam-se.

Era dele a mão que abria a porta do café… Com a mesma pose fez o pedido e, sem pedir licença, sentou-se na minha mesa. Estava atónita, imóvel, com o sangue a ferver-me nas veias e a pensar, infantilmente, que podia a cadeira estar manca, que podiam rasgar-se as calças, qualquer coisa que desfizesse aquele semblante que me soava a arrogância. Não disse uma palavra, apenas olhei fixamente, na esperança que se apercebesse da minha presença, que se juntassem no seu cérebro as palavras  “mesa” e “ocupada”. Não desarmou. Veio o seu café e até verter todo o açúcar não cruzou um olhar comigo. Pegou lentamente na colher e foi então, no mesmo instante que a mergulhou, que, num típico terminar de suspense de um filme de terror, levantou a cabeça. Sorriu. Não sei se por simpatia se por ver a minha cara, acredito que pálida de susto.

- Chamo-me Gonçalo. E tu?

Continuei em silêncio, ali prostrada. Não me apetecia partilhar uma identidade com aquele sujeito tão seguro de que eu iria dizer até o número do bilhete de identidade nos próximos 30 segundos.

- É a primeira vez que entro aqui. Fi-lo porque te vejo todos os dias, na mesma mesa, e dá para cheirar a canela do lado de fora. Desculpa se é inconveniência sentar-me aqui, nem sei se esta cadeira costuma ser ocupada todos os dias, depois do momento em que cruzo a montra e te levo, dos olhos, no pensamento. Aceitas jantar comigo um dia destes? No restaurante ali da esquina, dizem que se come bem; aprecio sobretudo o ambiente acolhedor. Marcamos? Hoje às 21 horas? Desculpa, mais uma vez, se estou a ser inconveniente, a inundar-te com conversa, mas tinha que o fazer desta forma senão não conseguia fazê-lo jamais.

Os meus músculos deram um ar da sua graça e soltaram-se. Afinal, o momento tão esperado, o esgar de insegurança, só pelo simples prazer de ver derrotado aquele impetuoso ser. Acenei-lhe que sim e rapidamente se levantou, procurando atrapalhado o puxador da porta e saíndo.

- Leonor – gritei-lhe impulsivamente, seguindo-se um racional arrependimento.

O desfile dessa feita foi diferente, com um sorriso de orelha a orelha e um quase-acidente com o lampião que lá estava na rua das tantas outras vezes que por ali passou. Eu segui a rotina: sobre a mesa deixei os trocos e parti para mais um dia.

Adolescente, era assim que me sentia. Eram menos frequentes aqueles momentos sensatos à medida que o final da tarde chegava. Ora pensava no vestido com aqueles sapatos que comprei por me terem saltado à vista e nunca os usei, ora batia na minha própria cabeça com intuito de lhe desbaralhar as ideias.Mas a verdade é que, mal o relógio bateu as 19horas, corri para casa. Preparei-me – o tal vestido, os tais sapatos, aquele perfume suave. A dúvida não era mais a de ir ou não ir mas se usaria o cabelo solto ou apanhado! Solto, era mais leve. E lá saí.

À hora marcada estava para me receber à porta do restaurante onde mesas pequeninas tão harmoniosamente decoradas davam ar da sua presença com uma velinha acesa. Tinha uma rosa para me dar. Recebi-a com encanto. Escolhido o repasto, olhávamo-nos fixamente  e as palavras não saíam. Estranhamente, foi assim até ao final da sobremesa… Eu pensava no que definiria aquele encontro. Agora que podíamos aprofundar o conhecimento não havia nada para dizer, nada para saber. Só silêncio. Talvez por se aperceber, como eu, que não estaria a resultar, decidimos despedir-nos. Cada um seguiu a sua direcção.

Acordei. Ainda enrolada na toalha, o frio entranhado nos ossos e o relógio a despertar para mais um dia igual a tantos outros. Vesti-me e fui ocupar a mesa no café de sempre. E lá estava ele, passando do mesmo modo em frente ao vidro, olhando pelo canto do olho, causando a mesma inquietude e magia que aquela distância provocava.

Há amores assim que nunca têm início muito menos têm fim…

Donna Maria





24 01 2009

Sou assim,  sou isto que vês – imperfeição. Tem mais graça, mais emoção, menos descanso.

Nem sempre foi assim, outro mundo é possível
Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?

Tem tudo o que não queria que tivesse, uns dias, e tudo o que me mantém viva, noutros dias. Tem tudo o que uns amam e tudo o que outros não desejam.

O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia

Sou assim, esta vida que percorre caminhos estranhos, onde aparecem coisas tão normais. Sozinha, rodeada de gente, pensando em todos os que estão longe. Simples e simplesmente complicada, hoje em cima, amanhã no fundo.

Para aqueles que se riem comigo e não me deixam desistir, que têm sido mais que presentes, para quem ligo, com quem falo quando é dia de festa ou dia de choro – In rain or shine you’ve stood by me (…) I’m happy, happy at home, You’re my best friend. (Queen)

Para os que passaram na minha vida e, com o mal ou o bem, me fizeram aprender alguma coisa.

não vá dizer que eu estou ficando louco
só por que não consigo odiar ninguém
(…)
eu não consigo odiar ninguém

(Excertos de Não consigo odiar ninguém dos Engenheiros do Hawaii e vídeo de Bruno Reis)

Assim acaba o 100º texto por mim escrito neste cantinho onde vou despejando o que me vai cá dentro, as vivências por que passo todos os dias, amores, desamores, alegrias e tristezas, ausências… Eu sou assim e este blog sou eu, faz parte da minha vida porque escrever faz-me bem, exorciza os meus fantasmas e multiplica a felicidade. Obrigada a todos que lêem, por serem o meu ombro mesmo que tão distantemente, e por me deixarem cumprir, de certa maneira, um sonho frustrado de criança que é o de, um dia, “escrever um livro para que me leiam”. Aqui as páginas não cheiram, o papel não nos toca os dedos, mas o sentimento pretende-se que seja o mesmo, e que fique no perene da memória, tanto quanto valha a pena, não por ser grandioso como a poesia dos grandes autores mas por ser aquilo que tenho e desejo dar.

And the show must go on…





21 01 2009

Convocatória.

Encontra-se em fase de organização uma partidinha de paintball. Aceitam-se inscrições! Mandem email, liguem, façam sinais de fumo para se tratar do local e do dia.





21 01 2009

Eu não fiz pedidos no Ano Novo, muito menos tive Natal… Mas agora tenho assim um desejo tão grande, mas tão grande, que gostava de partilhar e agradecia que alguma alma caridosa pudesse conceder-mo. Bem, na verdade tenho uns quantos, mas para não incomodar, humildemente peço:

Há alguém que queira implantar-me um Starbucks no meu jardim?!

Update: Já sei quem vai ser o meu Pai Natal, neste caso, a minha Christmas Moon!!! Já me deu música para os meus ouvidos, ou para os olhos:

… says:
vamos ao starbucks buscar frapuccino de baunilha
… says:
e toca de ir ao lado comer pasteis de belem!

Gosto destes planos (dois pontos dê)!!!! Ai se gosto!!!!

Update 2 (que pouco tem a ver com o que está acima) Acabo de receber uma visita neste humilde blog de alguém que procurava no google apontamentos de História do Pensamento Económico! Companheiro/a de luta, como te compreendo, e se me estás a ler, deixa um email para onde te possa enviar um caderno, se te for útil! E já agora, boa sorte, da mesma que desejo ter para mim!