Apaga a luz. (Olha-a pela janela, ela está cheia hoje.)
Dou-te os meus lábios, sorve-lhes o sangue que me corre rápido nas veias porque me fazes pulsar o coração, já em arritmia.
Eu sou vontade de te ter, para mais uma dança. Para um tango argentino, de rosa na boca, a morder espinhos, a rasgar a roupa.
Não fales, não digas mesmo uma palavra, arrebata-me com essas mãos loucas.
Deixa-me provar-te. Os teus olhos bastam para me desorientar. Sou tua, uiva comigo à lua.
…
Sorris-me. Sorrio-te.