12 12 2008

Apaga a luz. (Olha-a pela janela, ela está cheia hoje.)

Dou-te os meus lábios, sorve-lhes o sangue que me corre rápido nas veias porque me fazes pulsar o coração, já em arritmia.

Eu sou vontade de te ter, para mais uma dança. Para um tango argentino, de rosa na boca, a morder espinhos, a rasgar a roupa.

Não fales, não digas mesmo uma palavra, arrebata-me com essas mãos loucas.

Deixa-me provar-te. Os teus olhos bastam para me desorientar. Sou tua, uiva comigo à lua.

Sorris-me. Sorrio-te.





2 12 2008

Ao mar.

Estás aí longe, sinto-te a brisa. Quando chegas mais perto, em ondas brancas e frescas, renasce-me a esperança. São instantes mágicos em que me inundas de felicidade e roças-me os lábios num cúmplice beijo. Sabes, duvidei que o meu coração ainda existisse. Mas ele pulsa. Agora, a toda a hora, por saber que de longe vens para me abraçar. E mesmo quando só te ouço os pingos para lá do horizonte, eu sonho com o momento, o nosso momento.

Não te vás, não deixes que a maré vaza te leve de mim. Sou estrela que brilha por saber-te aí, prestes a chegar. Até ao dia que uma força maior me leve contigo e não nos separemos mais. Sou tua, sou a estrela do mar.