Blindness.
Talvez por puro preconceito nunca peguei num livro de José Saramago – cegueira.
Ontem fui com a A. e a M. ver o filme Blindness – Ensaio sobre a Cegueira. Já me tinham falado dele com boas referências e na hora de escolher entre esse e o Madagascar 2, acedemos à sugestão. O rapazinho da bilheteira facultou-nos os sorridentes bilhetes e lá fomos expectantemente cegas! Não há tempo para gelados e pipocas, o filme há-de estar a começar.
Diferente. Foi a primeira palavra que me passou pela cabeça. A fazer lembrar o The Hours que curiosamente vimos juntas também e que sempre foi motivo de piadas entre nós. Mas estava a gostar especialmente das imagens brancas, de todo o jogo de luz e escuridão. Procurava um sentido para tudo o que via e milhões de hipóteses se abriam.
Veio o intervalo e a impaciência tomava conta de mim. Maldita pausa! Vaticinava um desfecho, uma explicação para todo aquele caos, à boa maneira de quem vê uns quantos filmes pouco surpreendentes.
Suspense. Até ao fim. Primeiras palavras: «e agora o resto vimos ver amanhã, é?!».
Ainda foi preciso uma bolacha com chocolate quentinha do Zé da Tripa para dar corda ao cérebro. E aí começo a rever o filme. Analiso as minhas cegueiras. Faz todo o sentido!!!
Vejam o filme.