Eram 22h30, mais coisa menos coisa, quando se abrem as cortinas do palco implantado na marginal de Matosinhos. Note-se que o sistema era do mais rudimentar possível, o que ainda me deu umas oportunidades para me rir: dois rapazes que, um de cada lado, corriam agarrados ao pano vermelho que se abria e desvendava um cenário tão simples mas que viria a ser abrilhantado por Joaquín Cortés. A noite estava algo quente, não sei se pelo que ditava o boletim meteorológico, se pelo calor dos cantares flamencos e daquele monstro da dança.
Quando chegámos, lá nos prostrámos de frente para o palco. Mas assim que o espctáculo começou percebemos que o melhor não se via àquela distância. Optámos então por nos sentarmos em frente ao ecrã gigante que mais atrás disponibilizaram e aí conseguimos apontar miras para o que ele tem de melhor: os pés (sim, estavam a pensar que era o quê, hum?!).
Fenomenal, penso que é a palavra. A dança e o cenário montado apenas e só pelos músicos e a raça com que Joaquín Cortés se movia.
Infelizmente as fotos contam com um intermediário: o nosso amigo ecrã gigante! E ainda por cima a nossa posição não era das melhores em termos de qualidade de imagem. Mas aqui ficam algumas, só para ilustrar.
Aqui fica também um vídeo que consta no Youtube, um excerto de Mi Soledad, precisamente o espectáculo que trouxe a Matosinhos.












