31 08 2008

Eram 22h30, mais coisa menos coisa, quando se abrem as cortinas do palco implantado na marginal de Matosinhos. Note-se que o sistema era do mais rudimentar possível, o que ainda me deu umas oportunidades para me rir: dois rapazes que, um de cada lado, corriam agarrados ao pano vermelho que se abria e desvendava um cenário tão simples mas que viria a ser abrilhantado por Joaquín Cortés. A noite estava algo quente, não sei se pelo que ditava o boletim meteorológico, se pelo calor dos cantares flamencos e daquele monstro da dança.

Quando chegámos, lá nos prostrámos de frente para o palco. Mas assim que o espctáculo começou percebemos que o melhor não se via àquela distância. Optámos então por nos sentarmos em frente ao ecrã gigante que mais atrás disponibilizaram e aí conseguimos apontar miras para o que ele tem de melhor: os pés (sim, estavam a pensar que era o quê, hum?!).

Fenomenal, penso que é a palavra. A dança e o cenário montado apenas e só pelos músicos e a raça com que Joaquín Cortés se movia.

Infelizmente as fotos contam com um intermediário: o nosso amigo ecrã gigante! E ainda por cima a nossa posição não era das melhores em termos de qualidade de imagem. Mas aqui ficam algumas, só para ilustrar.

Aqui fica também um vídeo que consta no Youtube, um excerto de Mi Soledad, precisamente o espectáculo que trouxe a Matosinhos.





29 08 2008

Alone… Just me and my soul…

We know a place where no planes go
We know a place where no ships go

No cars go
No cars go
Where we know

We know a place no space ships go
We know a place where no subs go

No cars go
No cars go
Where we know

(…)

Between the click of the light and the start of the dream

Arcade Fire

Não hei-de parar de sonhar.





27 08 2008

Encontrado por aí, em navegações digitais, ao som de Amy Winehouse…

[...] Não te vou procurar. E vim para casa sabendo que pela primeira vez não o faria, interrogando-me como se faz isto, repara a impossibilidade, aprender a fazer como não se faz. É então isto a morte. E vão duas vezes que te digo isto. Não te podendo procurar porque és agora nada, a morte são uns olhos de cão aos pés do teu lugar da cama, a olhar para mim, a olhar para onde te via.

Rodrigo Guedes de Carvalho in A Casa Quieta

Há dias assim, de desfoque completo…





27 08 2008

Há dias em que precisamos de nos sentir especiais. Olhamo-nos ao espelho e não vemos o que gostaríamos, mesmo que não esteja mau, pensamos sempre que aquilo é o pior que poderia existir.

Um dia destes ouvi o maior elogio de todos, capaz de destruir a imagem do espelho, as atitudes erradas dos outros que nos fazem pensar que o defeito é nosso, tudo isso.

Há pessoas, como tu, que dão pelo prazer de dar. Há outras que apenas dão porque recebem.

Não será mesmo para ficar feliz quando isto vem de uma amiga?





25 08 2008

Mayday! Mayday!

Precisa-se de uma grua para me deslocar para qualquer lado dado o excesso de comida ingerida ao jantar.

Em tudo é necessário utilizar a inteligência. Passado o dia de recolha dos «fluídos» para análise, há que abusar da comida para o caso de termos que vir a fazer dieta posteriormente!!!!

Constam da ementa para os próximos dias coisas como francesinhas e chamuças com muito caril… Rebolandooooo… mas feliz!

Já agora, se virem aí passar o Thorpe, é boa altura para eu abusar também… prendam o homem até eu chegar!!!!





24 08 2008

Quem supera, vence.

Goethe

Todos os desafios concentrados no tempo, todas as vitórias de um fôlego só. Assim se aprende a viver, destruindo velhos conceitos, corrigindo posições e convicções.

Aproveitei para preencher os dias livres e contrabalançar a tensão de horas de espera enfiada no hospital.

Sexta, dia 15, saída da urgência do Hospital de São João (e ainda bem que consegui sair!!!) para o Rivoli para ver a grandiosa produção de Filipe La Feria, Um Violino no Telhado. Foi a primeira vez que vi algo dele, fiquei agradavelmente surpreendida pela estrutura de palco. E achei fenomenal a representação de José Raposo. Obrigada Sandrinha pelo teu convite e companhia.

Sábado, dia 16, um cineminha para me rir com o filme Get Smart. Mesmo cansada de todas as emoções a mil à hora, foi bom para descontrair e não pensar no turbilhão que ainda poderia vir.

Domingo, dia 17, um belo sumo de laranja à beira-mar, debaixo de um calorzinho agradável e em boa companhia. Um passeio em Leça numa despedida do sol e um jantar não menos agradável cheio de batatas fritas e o fresquinho da noite.

Seguiu-se mais uma semana dividida entre a praia e o hospital (de onde me livrei de ficar internada por duas vezes… uff) mas todo o nervosismo foi diminuindo à medida que o tempo foi passando e fui contando com o apoio de todas as pessoas que verdadeiramente me importam. Deitada na areia, com os olhos postos no céu, continuo a sonhar saltitar entre as nuvens fofinhas um dia, atingir todos os meus sonhos, com o meu esforço.

Tive que deixar o ginásio, para já. A ansiedade de voltar é grande, é algo que me faz muito bem. Também lá me supero.

De vitória em vitória, hei-de ganhar mais esta guerra. Porque dos fracos não reza a história.





19 08 2008

A engrenagem.

Somos um todo. Aparência e interior a comporem uma só máquina: o nosso corpo.

« Mas até estás com um bom ar», ouvi de alguém. Sim, estou, não sinto nada de diferente, não me sinto doente, estou saudável. Aparentemente. Logo se descobre que uma das rodas dentadas não está a fazer o seu papel. Mas qual será? Ninguém sabe. E ainda teima em descbrir-se, causando-me um desgaste emocional acima de todos os que já experimentei viver. É sofrer sem saber pelo que se sofre.

Pouca gente sabe. Não quero preocupar e ver os que me amam a sofrer também. Pacientemente os meus pais tentam acalmar-me mas eu vejo-lhesnos olhos uma inquietude natural. Há muita coisa a gerir e a maior parte das vezes todos os tiros dessa cruzada são dados ao lado, muito ao lado.

A engrenagem continua a não funcionar bem, mas menos mal do que se pensava anteriormente. Felizmente as notícias não têm sido as piores. Já vou conseguindo abrir o jogo, as minhas ânsias e preocupações aos meus amigos que quase que me batem por não ter dito nada anteriormente. Vejo que também eles fazem parte dessa engrenagem. Aconchega sentir que torcem para que tudo volte a estar oleado e no movimento certo. Talvez seja nestas alturas que se sabe quem são os verdadeiros, os que não são meras palavras mas os que incansáveis têm sempre um gesto para ajudar. É sempre assim, nas piores alturas aprendemos as maiores lições.

A todas as pessoas que me têm apoiado e aos que ainda não sabem de nada pois encontram-se longe de férias mas que eu tenho a certeza que me vão insultar (!) quando voltarem pois lhes escondi o que se passa (acreditem que me faz mais feliz sentir que se estão a divertir sem preocupações) – muito obrigada por contribuirem para que a chama da força se mantenha acesa.

Aos meus pais, incansáveis, deixo a homenagem. Por serem sempre determinantes para a minha vida. As palavras serão poucas…

Ao silêncio, que veio na altura certa, para mostrar que nem todo o ruído é música que inebria a alma e que deveremos disciplinar os nossos ouvidos para filtrar e aceitar uma linda música ou então, apenas e só, esse silêncio…

(Imagem retirada daqui)




11 08 2008

Diante de vós me confesso: eu gosto de ver natação. Estou nas minhas sete quintas quando ainda há dessas provas nos jogos olímpicos! Ainda hoje vibrei com a final de 4×100 livres que deu uma bolachinha de ouro a Phelps & Cia. Foi surpreendente a parte final da prova!

Mais confesso: eu adorava ver este moçoilo, já retirado das piscinas – Ian Thorpe!

(Imagens retiradas daqui e daqui)

E AINDAAAAA… confesso um pecado mortal: a gula. É que se apanhasse o rapaz dava-lhe uma trinca… ai dava mesmo!!!





11 08 2008

The last time we talked Mr Smith you reduced me to tears. I promise you, it won’t happen again!

Mika

Há alturas em que temos que rever a nossa vida. Pois estes dias vesti a lingerie azul, saltei para cima da cadeira, comi doze passas… e formulei os meus objectivos!

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1… happy new life!!!!