Parafraseando Maria José Nogueira Pinto: PALHAÇOS!
Estava agora a almoçar e ouvia as declarações do PS, pela voz de Francisco Assis, dando conta de que, abrindo-se algumas excepções, o partido vai à Assembleia votar as propostas sobre o casamento homossexual com disciplina de voto por causa da proposta do Bloco de Esquerda que inclui o acesso à adopção. Ou seja, não importa que alguém seja do partido por afinidade da generalidade das ideias e tenha uma opinião contrária em relação a isso pois terá que votar conforme o decidido pelo partido.
Pensei: serei só eu a achar que esta questão é demasiado importante para se formarem manadas e castrar a opinião de cada um?
Mas depois concluí que não, as altas cabeças do sistema mais que viciado também o acharão demasiado importante para perderem a guerra, e por isso mesmo fazem desta democracia uma circense ditadura. A mim revolta-me. Não se trata de decidir a aplicação de mais uns milhões aqui e ali, trata-se de mexer com a essência da vida de pessoas, e digo isto independentemente da minha opinião sobre o assunto.
E depois vêm deitar areia para os nossos olhos quando abrem excepções para pessoas «identificadas com estas causas» como é o caso de Sérgio Sousa Pinto, assumidamente homossexual, e mais seis personalidades que também se envolveram na luta pela liberdade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E os outros não podem ter uma opinião?
Não é que eu esteja a revoltar-me com uma questão nova e podem dizer-me que quem se encontra filiado nos partidos aceita à partida estas regras. Mas não será deitar por terra a democracia logo na base? Os deputados ora podem opinar, ora podem abanar com a cabeça como o resto do gado abana.
É triste, tremendamente triste.