Foi assim ontem… ARREPIANTE!
Sou uma menina persistente.
Se preciso de vos recordar do meu fracasso culinário (a sapateira), eu tenho-o bem presente na memória pois aqui em casa teimaram em não me fazer esquecer. Tudo era pretexto para se mandar a piadola dos pickles!! Pois agora calei-os! Ficou deliciosa! E foi vê-los lamberem os beiços!
Ponham lá os olhos na obra! (Acho que vou emoldurar esta foto e pendurá-la na parede do quarto dos meus pais para sofrerem das vistinhas como me fizeram sofrer a mim por me torrarem a paciência com piadinhas avinagradas!!!)

Passei agora por dois outdoors da campanha política. Um deles pertencia a Rui Rio que se dizia sempre de pés no chão; o outro, mesmo ao lado, era do seu partido, o PSD, e o slogan era «Nunca baixamos os braços».
Ainda hei-de ver o Manuel Pinho nestas andanças: «tenho dedinhos para a coisa».
E para quando um político com cabeça?!
O meu fim-de-semana ilustrado.

Afinal, chegou o beijinho, os miminhos, os sorrisos, a brincadeira! Afinal, já sorrio tranquilamente outra vez!

Dos sonhos.
Há quem acredite que os sonhos que temos têm um significado. Um dos que tenho frequentemente dizem ser sinal de morte – os dentes partidos. Esta noite tive um sonho digno de filme e desafio uma alma, dessas que vê nos disparates que sonhamos alguma coisa, a dizer-me o que me vai acontecer na vida depois desta noite. Então cá vai o guião.
Vi na televisão um ex-namorado com a sua nova namorada! E dizia eu: «é o pai!». Pois é estava grávida, bem grávida, com uma barriga tão estranha que me batia no queixo de tão grande que era!!! E eis que rapidamente chega a hora da criança sair. Vi-me num hospital, numa cadeira de rodas, empurrada por uma senhora que a partir de um certo ponto me disse: «agora tem que ir a pé porque a partir daqui já não posso sair». E lá fui eu, qual saco de batatas com pernas, à procura do sítio devido. Andei, andei, andei… Até que cheguei ao edifício suposto mas ninguém me informava onde devia dirigir-me. E as pessoas andavam lá de um lado para o outro, pareciam turistas e aquilo parecia um monumento! Aparece uma médica a quem pergunto onde teria que ir parar e ela lá me encaminhou. Aqui começa o terror! Sentia dores, o puto a mexer-se lá dentro… Até que, qual filme de ficção científica, como de uma bolsa, tiro a cabeça do puto aqui junto ao peito. Estava com o cordão umbilical enrolado no pescoço e de cabeça para cima!!! Não sei que adianto levou o filme, se adormeci em qualquer parte, sei que de seguida o puto já andava e só fazia asneiras, falava e só dizia asneiras.
Help, eu pari o Chucky!!! Sai ao pai, digo agora!!!
Podem agora ir apanhar o queixo ao chão ou então recomendar-me a um qualquer produtor de cinema!
Só lá vão dois dias sem um beijinho vindo por SMS (já nem falo de uma conversa por telemóvel ou vídeochamada) por impossibilidades técnicas e as saudades são MUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIIITAS, sinto-me como uma barata tonta … O que se chama a «isto»?!
Esqueci-me de colocar a placa “Volto já!”.
Esta cabeça já não é o que era e a diferença não advém de um novo penteado, não! São pilhas e pilhas de folhas que preciso de enfiar pelo meio da massa cinzenta como quem enfia uns mil seres obesos dentro de um Mini.
Mas não só disso é feita a minha vida – aleluia irmãos!! E ainda não vos contei nada!
Pois, antes desta tortura a que me submeto duas vezes por ano – os exames – resolvi tirar uma semaninha lá pelos lados de Lisboa. Uma semana inteirinha com a Lua, a tão falada e mais que combinada (e adiada). E finalmente estávamos juntinhas!!! Havia tantas coisas para fazer! Prioridades: pastéis de Belém e Starbucks!! Que se lixem os monumentos, viva o belo do consumismo e os desejos aqui desta que vos escreve que por coisinhas que sabem bem na barriguinha dá os dois bracinhos (para ser meiga). Mas para parecermos cultas e tal, lá fomos ao Castelo de São Jorge, passeámos pela Baixa, Chiado, Belém… até Cascais… Já pela Margem Sul, o Cabo Espichel, Castelo de Palmela, Seixal, Almada… Apanhou-se muito caloooor mas só valeu a pena!
Nada que um Frappuccino não resolva – esta palavra povoa os meus sonhos desde esses dias, inunda a minha boca de água! A pergunta que se impõe é: para quando um Starbucks no Porto, para eu acampar lá uma temporada até enjoar?! Se é que aquilo se enjoa!!! Mudava já o meu nome para Ana Starbucks, num casamento feliz e duradouro! Já contactei um engenheiro para projectar uma mangueirinha (ona) Lisboa-Porto, e preparo-me fisicamente para sorver à velocidade de TGV!!!
Mas lá tive que regressar, deixando lá um bocadinho do meu coração – voltamos à nossa estadia diária no MSN, snif – e voltar ainda a tempo de dar os Parabéns à minha mãezinha! Dois dias depois, foi a minha vez de ficar mais velhota!
E pensava eu que ia passar mais um ano sem grandes festividades, quando um grupo de desvairadas resolve quase matar-me do coração! Tinha combinado um jantar com a A. no sábado. Avisei a M. que me disse não poder ir e a I. que também tinha afazeres. Saí de casa quando era suposto e ali vejo um monte de gente posicionada como quem vai cantar as janeiras!!! O coração parou ali num milésimo de segundo! Surpresaaaa! Das grandes!! Foi um jantar muito divertido, dançámos, rimos… Mais uma vez, obrigada!
E depois de tudo isto, voltei à minha triste sina! E a vida é assim, ora em cima, ora em baixo, mas estando sempre!
Hoje faço anos.
Não ligo a festejos, muito menos ao avançar da idade – estou fresca como um frappuccino no Starbucks.*
Mas os papás gostam de assinalar a data com o bolinho da praxe. Este ano não quis soprar velas porque já há 27 anos que ouço as mesmas vozes de cana rachada a cantar uma música tão fatela em que me tratam por você como se fossemos uma família de Cascais. Chega!
Mas obrigada, desde já, a todos os que fizeram questão de estar presentes, mesmo que longe, neste dia. É o que o torna especial, assim como todos os dias em que aqueles de quem gosto me rodeiam pelos mais variados motivos ou apenas porque sim. Obrigada a todos mesmo por serem sempre os meus verdadeiros Amigos.
Uff!!! Já passou! Mala feita! Já tenho a menos 5 anos de vida! Arre, actividadezinha mais fatela e stressante!
Resta agora uma aula na faculdade e depois estou de partida para umas mini-férias improvisadas e que vão saber que nem ginjas!
Até ao meu regresso, minha gente.