14 01 2010

Em busca de uma mudança, a tão adiada.

Custa deixar para trás tudo isto, só eu sei como me custa pois de feitio sou agarrada às minhas coisas, nem que sejam pequenos pormenores.

Mas aproveitando um impulso, parti para uma nova casa. Mais decorada, diferente… ou igual, igual a mim.

A todos os que fizeram desta a sua casa também, o meu obrigada.

Ainda pensei em migrar manualmente todos estes textos que não quero que desapareçam. Mas mudanças são mudanças e devo fazê-lo por inteiro. Mas tudo aqui fica, para mais tarde recordar, assim como na memória de quem viveu.

Quem desejar acompanhar-me, sigam-me até ali:

http://coisas-esdruxulas.blogspot.com/

Para esses, um até já. Para os que ficam, até sempre!





12 01 2010

As palavras são só palavras, vazias, quando são ditas apenas para comporem um belo texto. As palavras aqui escritas sempre foram sentidas, doídas, choradas e ridas. As palavras aqui escritas sempre foram beijos e abraços, amizades fortes, amores na mais profunda loucura.

E assim dou-me a pessoas que o não fazem. Pessoas que dizem e não sentem, que chegam e partem deixando para trás meras palavras.

É nestas alturas em que apetece fechar o blog e o meu coração.

Imagem retirada daqui.




12 01 2010

Não te quero mais ao meu lado, fazes-me sentir só…





11 01 2010

Há um par de anos deixou de existir a primeira pessoa do plural nos meus verbos. Todos os dias 5 deixaram de ser festa. Todos os lugares deixaram de ser mãos dadas.

Recordo-me disso agora não sei bem porquê… Ou até sei: porque nunca o esqueci. Porque mesmo que a raiva pinte o meu quadro, por trás dessa capa existem locais que ainda não foram exorcizados.

Um em especial. Aquela que lá do alto nos olhou e que nos transportou para mais perto das nuvens. Lembro-me da imperfeição de cada degrau que subi. Porque naquele dia todos os pormenores eram mais que isso. As paredes frias devem ter suado com os nossos olhares. Até chegarmos ao cimo. Tive tanto medo de cair. Colocou a perna no pequeno degrau perto da casinha do sino e ali ficámos, ele a envolver-me nos braços, eu encolhida debaixo do seu casaco. O vento frio, a chuva miúda que trespassava o céu cinzento, quase a confundir-se com o granito que inunda a cidade. Céu e terra, mas eu estava no céu… Comentou o cheiro do meu cabelo. E beijou-me. E inaugurou assim o «nós».

Dali caí mesmo. E hoje a torre precisa de ganhar um outro significado. Hei-de subi-la com toda a coragem que já provei ter. Hei-de ir lá e ver aquela mesma paisagem, sentir a vertigem do vento que parece levar-me. E hei-de deixar-me voar. Eu vou bater as asas e sacudir o meu cabelo – terá o cheiro de pós de perlimpimpim – e sorrir com magia. Vou abrir os braços e vou receber o futuro.

Um dia volto lá.

Imagem retirada daqui.




10 01 2010

Às vezes ponho-me a pensar nos «e se» da minha vida.

E se não tivesse dito aquilo? E se em vez de ter virado à esquerda tivesse seguido em frente? E se…

Normalmente opto por não o fazer quando algo corre mal. Não me considero a pessoa mais sofredora à face da terra mas já passei uns maus bocados e sei que não vale a pena pensar no que seria se tivesse feito as coisas de maneira diferente. É aquele lugar comum: arrependo-me do que não fiz, não do que fiz. Mas faço-o por defesa, porque muitas vezes agimos na total impulsividade, como crianças que não conhecem o perigo, e não desejamos ter o nosso lado de pais racionais a mandar na outra face de filho rebelde. A vida tem que ser vivida e comer terra também não mata. Já andei lá pelo fundo por asneiras que fiz, mas quando não dá para remediar, é deixar doer para que no futuro seja diferente… Ou então seja igual.

Muitas vezes penso nos «e se» nos momentos bons. Há coisas que nos traz a vida que se decidem numa fracção de segundo. Coisas que no momento nos parecem tão insignificantes, coisas que fazemos dando um sentido diferente ou apenas por acaso, e depois se revelam grandes acontecimentos. Normalmente penso nisso para me sentir mais feliz com coisas boas que tenho, para as valorizar. Quão frágil tudo isto se torna se pensarmos nos «e se»…E quão precioso?

Todos dias agora acordo com alegria e pena.

Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.

Tenho alegria e pena porque perco o que sonho

E posso estar na realidade onde está o que sonho.

(…)

Alberto Caeiro





8 01 2010

Curtas

I

Ouvia agora no «5 para a meia noite» que um estudo revela que 50% das mulheres prefere os saldos a um orgasmo.

Vá, dêem-me os parabéns por fazer parte da metade inteligente!

II

Podia falar sobre as fotos da Clara Pinto Correia mas para isso tinha que vos colocar aqui o link. E eu sou muito vossa amiga…





7 01 2010

Parafraseando Maria José Nogueira Pinto: PALHAÇOS!

Estava agora a almoçar e ouvia as declarações do PS, pela voz de Francisco Assis, dando conta  de que, abrindo-se algumas excepções, o partido vai à Assembleia votar as propostas sobre o casamento homossexual com disciplina de voto por causa da proposta do Bloco de Esquerda que inclui o acesso à adopção. Ou seja, não importa que alguém seja do partido por afinidade da generalidade das ideias e tenha uma opinião contrária em relação a isso pois terá que votar conforme o decidido pelo partido.

Pensei: serei só eu a achar que esta questão é demasiado importante para se formarem manadas e castrar a opinião de cada um?

Mas depois concluí que não, as altas cabeças do sistema mais que viciado também o acharão demasiado importante para perderem a guerra, e por isso mesmo fazem desta democracia uma circense ditadura. A mim revolta-me. Não se trata de decidir a aplicação de mais uns milhões aqui e ali, trata-se de mexer com a essência da vida de pessoas, e digo isto independentemente da minha opinião sobre o assunto.

E depois vêm deitar areia para os nossos olhos quando abrem excepções para pessoas «identificadas com estas causas» como é o caso de Sérgio Sousa Pinto, assumidamente homossexual, e mais seis personalidades que também se envolveram na luta pela liberdade do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E os outros não podem ter uma opinião?

Não é que eu esteja a revoltar-me com uma questão nova e podem dizer-me que quem se encontra filiado nos partidos aceita à partida estas regras. Mas não será deitar por terra a democracia logo na base? Os deputados ora podem opinar, ora podem abanar com a cabeça como o resto do gado abana.

É triste, tremendamente triste.





6 01 2010

Trocava o meu sangue por um pouco dessa droga. Sabes-me a fogo. Flamejas nas minhas entranhas e sinto-te em saudades que se insinuam pelo meu corpo. Mata-me e resolve-me.





5 01 2010

Hoje tenho tudo e nada para dizer. Já chorei e ri. É uma amálgama de sentimentos: felicidade que tem que ser contida, saudade, preocupação…

No meio de tudo tive que arranjar concentração para terminar o trabalho que amanhã entrego. Deu trabalho, é digno desse nome. Parece estar feito, falta apenas aquela última leitura que tento guardar para mais tarde para deixar de lado os vícios por conhecê-lo tão bem, de uma ponta a outra.

Os olhos, que amanheceram negros, pesam-me mas não tenho sono que me acalme.

Bebo agora um café quentinho, arrumo o que atirei para cima da cama, sem me preocupar com organizações, na pressa de terminar a lista de tarefas para hoje. Talvez ainda estude um pouco entretanto, talvez o sono me venha só por me decidir a fazê-lo…

Amanhã é mais um dia, e começa cedo, com afazeres a ocupar a manhã.

Amanhã é mais um dia. Felizmente, é mais um dia…!





4 01 2010

Das galas dos Ídolos…

Eu não vejo muito pois acho que a qualidade deixa muito a desejar. Mas uma coisa acho também: acima de tudo, para serem ídolos ou outra coisa qualquer, para nos entrarem pela casa dentro todas as semanas, antes de os prepararem para cantar bem, POR FAVOR, ensinem aqueles miúdos a estar e a falar. Coisas como «bué» e «pá» não são apropriadas para usar.

E pode parecer preciosismo da minha parte, afinal eles estão ali a para cantar. Mas é horrível ouvir as entrevistas e reparar nestas coisas. Um ídolo não será também postura?!